Rastos

 

 

Lixas redondas desgastadas recolhidas em fábricas de móveis em Portugal.

Dimensões Variáveis.

…/2015

 

(…). O tempo é, em si próprio, uma poderosa construção metafórica, na sua génese alheio à ideia de forma, na medida em que se afirma como alegoria de como entendemos o mundo. É dessa configuração do tempo como compreensão do mundo que nasce Rastos (2015) de Dalila Gonçalves. Um conjunto de lixas brancas redondas, usadas, apresenta-se (…) em pilhas, de diferentes alturas no chão. Esta instalação coloca-nos perante duas leituras: ora vemos um conjunto de lixas redondas, ora vemos troncos de madeira cortados, numa articulação da antinomia entre artificialidades e natureza, desconstrução e construção num movimento circular e dialético que constitui o centro do trabalho de Dalila Gonçalves. 

 

Luísa Santos, Anozero’15 – textos e ensaios, pág. 35


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