News

Peça sem actos – Maria Sottomayor

“O vazio desenhava desde sempre a forma do teu rosto Todas as coisas serviram para nos ensinar A ardente perfeição da tua ausência” Sophia de Mello Breyner     Há, no trabalho de Dalila Gonçalves, uma nostalgia disfarçada de ironia. Será difícil, porventura, pegar no tempo e dar-lhe um rosto. Diria que foi nos círculos […]

Read More

“O relógio não pertence ao bosque” – Sérgio Fazenda Rodrigues

  Dalila Gonçalves desenvolve uma pesquisa em torno da expressão que o tempo adquire. Uma pesquisa sobre os momentos que se encontram e mensuram no decorrer de uma acção, mas também uma pesquisa sobre o período em que se cria um hiato, uma ausência ou um instante de pausa.   O seu olhar remete-nos igualmente […]

Read More

Statement

A partir de um jogo experimental, a artista Dalila Gonçalves procura testar a permeabilidade entre matérias e processos da prática artística e da vivência quotidiana.   Utilizando ferramentas como o video, a fotografia e a instalação, a artista concebe objectos que nem sempre implicam a transformação real das coisas, concretizam-se, em muitos dos casos, pelo […]

Read More

Texto de Luísa Santos, curadora – Exposição – Processos circulares como representação do tempo

Processos circulares como representação do tempo Texto de Luísa Santos, curadora   “Processos circulares” é uma exposição que nos pede tempo e, concordante com o que nos pede, fala-nos de tempo. A exposição de Dalila Gonçalves refere-se à relação do tempo em termos formais, enquanto meio ou ferramenta de representação, e conceptuais, enquanto metáfora nas […]

Read More

São montanhas ou não são montanhas? São montanhas mas não são montanhas

Um primeiro e mais distanciado olhar não deixa dúvidas, é mesmo um perfil de montanhas que aparece claramente desenhado na parede. Uma espécie de tira constrói a percepção de um contorno montanhoso numa parede qualquer de um qualquer espaço expositivo. A parede divide-se, então, em duas partes: uma, interior (inferior) e parte constituinte da percepção […]

Read More

O que se esconde debaixo da pedra

Acho que ainda somos crianças. Todos. Talvez quase todos. Não sei se importa quantos são se ainda existir um. Alguém que precise, necessite, insista em espreitar, não para ver uma outra coisa que não aquela olhada, mas para ver precisamente aquilo onde pousa o seu olhar. E é muito difícil ver as coisas com os […]

Read More

AGENDA. PARA UM OFÍCIO MINERAL

À primeira hora contemplar com a palma o magma frio, indagar da sua precedente erupção e do desenho peculiar que o seu arrefecimento aflora. Perceber da pedra o seu ciclo. Caminhar.   À hora segunda ir-lhe à gema com o próprio verbo, adivinhando que os caminhos que a palavra indica só o peso pedestre pode […]

Read More

Objectos sem qualidades (Calendário – Publicação)

Dalila Gonçalves escolheu para esta publicação o formato de um livro de registo (implícita na origem latina da palavra – calendarium), onde reúne um conjunto significativo de obras, representativo da sua trajectória. Apesar de se intitular Calendário,o seu objetivo não é detalhar, mostrar e visualizar as obras, obedecendo a uma linha do tempo, com o […]

Read More